Turismo Sustentável

"Como acabar com a devastação causada pela extração do palmito e criação de pastagens no Parque Nacional Serra da Bocaina através de um projeto de turismo sustentável?"

segunda-feira, outubro 23, 2006

Capítulo 1 - "A região"

1. Condições Naturais

O Parque Nacional da Serra da Bocaina, é parte integrante da Mata Atlântica, que preserva uma ampla diversidade de vegetações e grandes extensões de áreas florestadas, abrangendo desde o litoral até o topo dissecado mais alto da Bocaina, do nível do mar a 2.088 metros de altitude. É considerado um dos principais redutos de Floresta Atlântica, coberto pela Floresta Ombrófila Densa (Floresta Pluvial Tropical, ou seja, formação aluvial: não varia topograficamente e apresenta sempre os ambientes repetitivos, sendo uma formação com bastante palmeiras; formação Submontana: situada nas encostas dos planaltos e/ou serras, suas principais características são os fanerófitos de alto porte, mas raramente alcançando os trinta metros de altura; floresta submontana: é representada por ecotipos relativamente finos com casca grossa e rugosa; Formação alto-montana: Trata-se de uma formação arbórea com aproximadamente vinte metros de altura, que se localiza no cume das altas montanhas com solos poucos desenvolvidos.), Floresta Ombrófila Mista Alto Montana, com seus elementos quase intactos e Campos de Altitude, ainda em bom estado de conservação, apesar de inúmeros pontos de interferência humana. Deve-se destacar a alta diversidade e complexidade natural da área, resultantes das inúmeras combinações entre tipos de relevo, altitudes, características topográficas, rede de drenagem, substrato rochoso, solos e cobertura vegetal natural. É um território com refúgios ecológicos e espécies ameaçadas de extinção.

Sua localização geográfica está compreendida entre situa-se entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. sendo circundado por importantes núcleos populacionais, como Angra dos Reis, Mambucaba, Paraty, Ubatuba, Cunha, Areias, São José do Barreiro e Bananal. Para estes centros a conservação do Parque é vital, uma vez que concentra grande parte das nascentes que fornecem ou podem fornecer água potável à população. Contém os cursos dos rios mambucaba, Bracuí, Barra Grande, Perequê-Açu, Iriri, Promirim, Paraitinga, Paraibuna e cabeceiras do rio Paraíba do Sul, além das praias do Cachadaço, do Meio e Ilha da Trindade. O limite sul do Parque localiza-se na Ponta da Trindade, em Paraty, na divisa SP/RJ. Seguindo para oeste, seu limite sobrepõe-se ao Parque Estadual da Serra do Mar em Ubatuba, no Núcleo Picinguaba. Esta região é ambientalmente estratégica por ser o único ponto onde estes dois Parques atingem a orla marítima, além de integrar ainda a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e Reserva Ecológica da Juatinga.

A partir de Picinguaba o limite do Parque estende-se pela escarpa da Serra do Mar na direção norte até a borda do planalto, pela divisa estadual e pelos municípios de Cunha, Areias e São José do Barreiro (SP), segue em direção leste até o município de Angra dos Reis (RJ), infletindo na direção sul pela escarpa até Paraty-Picinguaba.

A criação do PNSB ocorreu em 04 de fevereiro de 1971, com área de 134.000 há, sendo posteriormente modificado, totalizando uma área de 104.000 ha, da qual cerca de 60% localiza-se no Estado do Rio de Janeiro e 40% no Estado de São Paulo.

A cidade de Cunha localizada no Alto Paraíba, ocupa 1410 km² de colinas e montanhas aninhadas entre as serras da Quebra-Cangalha, da Bocaina e do Mar. Limita-se com Ubatuba, São Luiz de Paraitinga, Lagoinha, Guaratinguetá, Lorena, Silveiras, Areias, São José de Barreiro no estado de São Paulo e Angra dos Reis e Paraty no estado do Rio de Janeiro. A altitude media é de 1.100 metros e os pontos mais altos são o Pico da Pedra da Macela (1.840 metros) e o Pico do Cume (1630 metros). O clima é temperado e seco, com variações de temperatura de -3 a 15°C no inverno e de 15 a 25°C no verão. Cunha recebeu a denominação de Estância Climática em 1948.
Sua população atual gira em torno de 25.000 habitantes, a maioria (80%) dos quais reside na zona rural. Atualmente as principais atividades econômicas são a pecuária leiteira e de corte e as culturas de milho, feijão e batata. Nos últimos anos vem crescendo o turismo como nova atividade do município, assim como a produção de trutas, cogumelos e artesanato. Destaca-se também a cerâmica de alta temperatura, que tem atraído muitos turistas. Além da zona rural com paisagens extremamente verdes, o município de Cunha oferece dois parques na sua área territorial. O Parque Estadual Serra do Mar preserva importantes áreas remanescentes da Mata Atlântica, com árvores de grande porte como cedro, peroba maçaranduba, canela, ipê, grumixama, guatambu, onde se alojam as bromélias, orquídeas, samambaias, liquens e lianas. O parque é habitat natural da capivara, anta, paca, onça, quati, jaguatirica, sagüi, bugio, gaviões e papagaios, jacu, jacutinga e araponga, entre outras espécies. O Parque Nacional da Bocaina oferece vistas panorâmicas incríveis e cachoeiras pouco conhecidas. As cachoeiras, algumas ainda inexploradas, são um sinal da fartura de água, que faz de Cunha uma região de mananciais. Suas terras abrigam o berço dos rios Paraitinga e Paraibuna, que formam, quilômetros adiante, o lendário rio Paraíba do Sul, que deságua no litoral fluminense.

2. Recursos Culturais

De acordo com o dicionário Aurélio (1999), o termo Bocaina tem os seguintes significados, dentre outros: "1. Bras. Depressão numa serra; 2. Vale ou canhada entre duas elevações do terreno; 3. Bras. S. Entrada de canal ou de rio ...". Para os moradores da região, bocaina é um termo utilizado para denominar os vales que permitem a travessia de uma serra, quando esses contrafortes da Serra do Mar foram utilizados como passagem entre Minas Gerais e o litoral, na baía da Ilha Grande. Daí surge, historicamente, o nome Serra da Bocaina, atribuído também ao Parque Nacional.

Já para Torres (2000), o nome do Parque - bocaina - é uma concessão branca a

um topônimo indígena, que significa "jorro d'água que esguicha". Estes significados estão diretamente associados aos tipos de relevo predominantes na região do Parque, correspondentes a vales e depressões alongados, formando um entrecortado de vias naturais, cuja morfologia resulta em grande número de rios encachoeirados.

A região da Serra da Bocaina chegou a ser explorada de diversas formas desde o início da colonização do Brasil. O período mais relevante historicamente foi o ciclo do ouro e diamantes no século XVIII, quando seus caminhos serviram para o envio das riquezas a Portugal. Algumas trilhas foram alargadas e receberam calçamento feito pelos escravos, para permitir o escoamento da produção em carretões de tração animal. Porém, não era apenas pelas trilhas calçadas que estas riquezas passavam. Muitos viajantes, para fugir da tributação imposta por Portugal sobre o minério extraído, utilizavam-se de trilhas alternativas e mais perigosas, traçadas na mata virgem pelos índios Guaianás, para chegar até a praia, de onde escoavam a produção, atravessando essas trilhas quase virgens com mata atlântica exuberante que se estendem pelas depressões da Serra do Mar até o litoral de Mambucaba-RJ.

A cultura local de Cunha mostra um legado de costumes e tradições características do ritmo lento da vida no campo. As estradinhas de terra que cortam sinuosamente a natureza são margeadas por residências humildes onde vive o povo Cunhense. Um passeio pelas ruas da cidade é um convite à tranqüilidade. Cunha mantém-se como palco das principais festas religiosas da tradição católica, conservando sua feição caipira e rural. O destaque fica para a Festa do Divino. Sempre esperada para o mês de julho, a festa atrai multidões para as novenas e festejos, como congada, Moçambique e jongo. Os instrumentos tocados (violas, caixa surda, pandeiro, acordeão ou sanfona) são acompanhados pela batida dos pés e o ruído dos guizos pendurados nos pés. Os integrantes vestem roupas brancas com fitas, bastões e guizos. Outra atração imperdível é a Procissão de Corpus Christi, quando os fieis caminham sobre os tapetes decorados com flores, serragem colorida e pó de café que cobrem as ruas da cidade. Outros eventos tradicionais são a malhação do Judas na Páscoa, a Cavalaria no dia do São Benedito e a festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição, em dezembro.

Introdução

Para a realização do TGI, buscamos assuntos ligados de certa forma aos nossos interesses pessoais, e caímos no tema de responsabilidade social no turismo. Porém, precisávamos ainda encontrar uma maneira de colocá-la em forma de projeto, focando em um único problema.

Nossa idéia inicial era despertar o interesse nas pessoas em viajar não somente pelo fato de conhecer novas culturas, culinária local, belas paisagens e etc, mas divulgar que o turista é quem movimenta a economia de muitas cidades e dá oportunidade aos moradores das mesmas.


Apresentamos uma primeira idéia, o “Natura Ekos”, a qual foi mal colocada e mal interpretada por entender que se tratava de um projeto para “explorar” as famílias através do turismo, e enriquecer a custa das mesmas. Foram indicados 2 filmes, “Quanto vale ou é por quilo?” e “Cronicamente inviável”, ambos de Sérgio Bianchi, que segundo o professor, nos fariam enxergar a realidade capitalista e mudar nosso foco do projeto de responsabilidade social no turismo para “Como gerar lucro explorando as comunidades ribeirinhas”, que se opunha totalmente a nossa idéia.

Ao ver os filmes, ficamos com uma visão pessimista sobre a realidade. “Quanto vale ou é por quilo”, mostrou-se um tanto quanto oportunista ao encaminhar certos destinos de vida de hoje em dia, relacionados com décadas atrás, onde haviam escravos negros à venda e tudo era feito por dinheiro. Em “Cronicamente inviável”, o filme retrata a forma de camuflar a infelicidade das pessoas através de interesses pessoais. Caracteriza a forma realista do país nas mais absurdas e diversas situações, sendo a injustiça social o principal foco. Agressivo a ponto de acabar com qualquer expectativa de melhora do país. Devido à não concordância destes fatos, procuramos mais argumentos para apresentar o quanto nosso projeto poderia ser viável.

No feriado de 7 de setembro de 2006, viajamos para a Serra da Bocaina entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde acompanhamos de perto um caso que refletia exatamente a nossa idéia. Um dos guias turísticos que nos acompanhou durante a viagem, era um ex-extrator de palmito e ex-madeireiro a qual obtinha a renda de sua família através da exploração predatória do meio ambiente. Com a oportunidade de trabalhar como guia ele obteve uma série de benefícios como: aumento de sua renda mensal, desenvolvimento pessoal, diminuição dos riscos e esforços no seu trabalho, inclusão de sua esposa e filhos no mercado turístico e preservação do meio ambiente.

Portanto, voltamos a focar em um projeto de responsabilidade social para incentivar o turismo como uma forma de ajudar as comunidades e trazer o desenvolvimento sustentável para as regiões turísticas, ou seja,
como acabar com a devastação causada pela extração do palmito e criação de pastagens no Parque Nacional Serra da Bocaina através de um projeto de turismo sustentável?

A partir deste ponto, apresentaremos um projeto na qual incentiva o turista a viajar para a Serra da Bocaina com o intuito de ajudar a desenvolver as comunidades próximas à região, além de desfrutar das belas paisagens que se encontram escondidas em meio ao parque que só são visitadas se monitoradas pelos guias.

Guia de desenvolvimento do turismo sustentável

Organização Mundial do Turismo. Guia de desenvolvimento do turismo sustentável/ Organização Mundial de Turismo; trad. Sandra Netz. - Porto Alegre:Bookman, 2003.

"Guia sobre Turismo Sustentável, onde a OMT pretende intensificar seus esforços na conquista da sustentabilidade do turismo no mundo inteiro, oferecendo diretrizes técnicas e instrumentos metodológicos a todos os que trabalham com turismo em nível local, apresentando diretrizes práticas e fáceis de serem aplicadas, com numerosos exemplos das melhores práticas de turismo sustentável."

segunda-feira, outubro 16, 2006

Cronicamente Inviável

CRONICAMENTE INVIÁVEL. Direção: Sérgio Bianchi. Intérpretes: Cecil Thiré, Betty Gofman, Daniel Dantas, Dan Stulbach, Umberto Magnan, Dira Paes e outros. [Europa Filmes], 2000. 1 DVD (101min)

"O Filme indicado pelo professor, retrata a forma de camuflar a infelicidade das pessoas através de interesses pessoais. Caracteriza a forma realista do país nas mais absurdas e diversas situações, sendo a injustiça social o principal foco. Agressivo ao ponto de acabar com qualquer expectativa de melhora do país."

"Seus ideais podem ser bons, mas você chega a praticar constantemente? Ou não passa de VONTADE de mudar o mundo, nem que começando por si só?"


Impactos Socioambientais

Turismo: impactos socioambientais. Amália Inês Geraiges de Lemos, organizadora. - 3ª ed. - São Paulo : Hucitec, 2001. (Geografia: Teoria e Realidade; 31)

"Como procurar viver essa realidade na qual se sabe que o desenvolvimento e o meio ambiente estão intimamente relacionados?"

São precisos novos valores para se relacionar com o meio ambiente. O espaço não é infinito e todas as atividades devem conscientizar-se desses limites e alternativas. A América Latina e o Brasil em particular, possuem grandes e belos espaços para desenvolver o turismo e ter maior preocupação com as condições ambientais.

Trecho do capítulo : "As trilhas interpretativas da natureza e o ecoturismo".
(Maria Inêz Pagani, Alexandre Schiavetti, Maria Eugênia Bruck de Moraes, Fábio Henrique Torezan)

No ecoturismo vários pontos devem ser considerados:

- Evitar grandes concentrações turísticas e urbanização excessiva;
- Integrar o turismo ao meio ambiente mediante uma arquitetura adaptada;
- Preservar e valorizar o patrimônio natural, histórico e cultural;
- Participação das comunidades locais;
- Aquisição de consciência pelas populações locais e pelos turistas a respeito da necessidade de proteger as riquezas naturais e do patrimônio;
- Nível de uso, capacidade de suporte.


segunda-feira, outubro 09, 2006

Aspectos Turísticos

Ruschmann, Doris van de Meene. Turismo e planejamento sustentável: A proteção do meio ambiente / Doris van de Meene Ruschmann - Campinas, SP:Papirus, 1997. (Coleção Turismo)


"Com base no roteiro para diagnóstico turístico de localidades receptoras, encontrado no livro Turismo e Planejamento Sustentável de Doris Ruschmann, adaptamos os aspectos turísticos para nosso projeto, pensando em uma ajuda de esquema de trabalho para desenvolver os temas a serem escritos na monografia. Seguem abaixo os tópicos."

1. Condições Naturais
1.1. Localização
1.2. Clima
1.3. Vegetação
1.4. Paisagem
1.4.1. Tipificação : serrana, costeira, campestre, hidrográfica...
1.4.2. Qualidade - Naturalidade, preservação
- Diversidade, elementos visuais
- Singularidades, destaque de elementos, grandiosidade, raridade
1.4.3. Instrusões Visuais: Presença de visual agressivo e em desarmonia com a estética da paisagem de entorno, desflorestamentos, edificação.

2. Recursos Culturais
2.1. Arqueologia: sítios, acessibilidade, conservação, proteção, aproveitamento turístico.
2.2. Monumentos históricos : arquitetura primitiva, colonial, trilha, caminho, construção.
2.3.Folclore / Tradição : atratividade, histórico, hábitos de vida, tradições, costumes, uso.

3. Infra-estrutura turística
3.1. Meios de hospedagem : hotéis, pousadas, camping, bases de apoio, localização, categoria / preço, grupos por estação.
3.2. Alimentos e bebidas : restaurantes, lanchonetes, bares, refeições, qualidade, cardápios, preços.
3.3. Entretenimentos : Jogos a céu aberto, esportes, compra de souvenirs, casas de shows, bares, parques, projetos.
3.4. Agenciamento : Agências de turismo, guias locais, intérpretes, custo.
3.5. Outros serviços?

4. Turismo receptivo
4.1. Caracterização da demanda : estatísticas (últimos 5 anos), perfil da demanda (nacional/internacional), satisfação.
4.2. Caracterização : motivo / épocas, qualidade da prestação de serviço, postura empresarial, visão, filosofia, perspectivas.
4.3. Marketing : campanhas, resultados, amplitude, produtos, imagem divulgada, diferencial, análise, avaliação, concorrência.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Instituto Ethos - Conferência Internacional 2006

Instituto Ethos - Conferência Internacional 2006. A escravatura e o marketing social. São Paulo, 2006. Disponível em: http://www.ethos.org.br/ci2006/materia.asp?id=77 Acesso em: 14 set. 2006.

"Comentário sobre uma palestra dada por Sérgio Bianchi à Conferência Internacional Ethos 2006. Onde ele critica os participantes e organizadores do evento chamando-os de: "PREDADORES".

Informações Gerais do PNSB

INFORMAÇÕES GERAIS DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DA BOCAINA. Paraty. Disponível em: http://www.paraty.com.br/bocaina/pdf/encarte1.pdf Acesso em: 14 set. 2006.

"Encarte encontrado por meio de pesquisa na internet que nos informa sobre todo tipo de informação geográfica e histórica, além de rotas e cidades próximas ao Parque Nacional da Serra da Bocaina."

Cartão Vermelho ao Turismo?

Cartão Vermelho ao Turismo?. Mensagem recebida por carol_silva@gmail.com em 13 set. 2006.

"Oficina de Turismo - FDM 2002 - Cartão Vermelho ao Turismo?
PDF recebido de uma amiga sobre Desenvolvimento Sustentável do Turismo. Interessante pela forma de retratar os princípios e os desafios para o turismo sustentável no século 21."

Quanto vale ou é por quilo?

QUANTO VALE OU É POR QUILO?. Direção: Sérgio Bianchi. Intérpretes: Antonio Abujamra, Caio Blat, Herson Capri e outros. [Europa Filmes], 2005. 1 DVD (95min)

"Vídeo indicado pelo professor, após discussão sobre ong´s e responsabilidade social. Um filme que retrata um certa realidade brasileira de pensar, porém bastante pessimista, escolhendo apenas os caminhos contrários à felicidade."

PCTS - Programa de Certificação em Turismo Sustentável

PCTS - Programa de Certificação em Turismo Sustentável. 2006. Disponível em: http://www.pcts.org.br Acesso em: 29 ago. 2006.

"Site encontrado na internet que visa apoiar os empreendedores do turismo, a responder aos novos desafios do setor e contribuir para o desenvolvimento sustentável."

Destinations

Destinations. Fórum Mundial de Turismo para a paz e o desenvolvimento sustentável. Salvador: 2006. Disponível em: Acesso em: 29 ago. 2006.

"Fórum encontrado na internet bastante interessante por realizar encontros anuais entre pessoas interessadas no turismo sustentável e para a paz."

domingo, setembro 17, 2006

Memorial

Após recebermos o "turismo" como tema para o TGI, pensamos em desenvolver algo relacionado ao turismo cultural, tendo como base a "Virada Cultural", já existente em São Paulo. Mas como não encontramos muitos problemas com o evento já existente, no qual participamos das 2 edições já realizadas, tivemos dificuldade para estruturar um novo projeto.

Descartada a idéia do turismo cultural, continuamos buscando assuntos ligados de certa forma aos nossos interesses pessoais, e caímos no tema de responsabilidade social no turismo. Já com uma nova idéia, precisávamos ainda encontrar uma maneira de colocá-la em forma de projeto, focando em um único problema.

Nossa idéia inicial era despertar o interesse nas pessoas em viajar não somente pelo fato de conhecer novas culturas, culinária local, belas paisagens e etc, mas divulgar que o turista é quem movimenta a economia de muitas cidades e dá oportunidade aos moradores das mesmas.

Indicamos como uma cidade em potencial para receber nosso projeto, a Região da Cananéia, no litoral Sul de São Paulo, divisa com o Paraná.

Com a idéia da responsabilidade social no turismo um pouco mais definida e já focada em um lugar específico, apresentamos ao Professor Fabrizio, nossa idéia e usando como um exemplo mal colocado, o “Natura Ekos”. O professor que inicialmente não entendeu muito bem nosso objetivo, achando se tratar de um projeto para “explorar” as famílias através do turismo, e enriquecer a custa das mesmas, indicou 2 filmes, “Quanto vale ou é por quilo?” e “Cronicamente inviável”, ambos de Sérgio Bianchi, que segundo o professor, nos fariam enxergar a realidade capitalista e mudar nosso foco do projeto de responsabilidade social no turismo para “Como gerar lucro explorando as comunidades ribeirinhas”, que se opunha totalmente a nossa idéia.

Encontramos apenas uma das indicações, “Quanto vale ou é por quilo?”. Achamos um tanto quanto pessimista e procuramos mais argumentos para apresentar o quanto nosso projeto poderia ser viável.

No feriado de 7 de setembro, viajamos para a Serra da Bocaina entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde acompanhamos de perto um caso que refletia exatamente a nossa idéia. Um dos guias turísticos que nos acompanhou durante a viagem era um ex-extrator de palmito e ex-madeireiro a qual obtinha a renda de sua família através da exploração predatória do meio ambiente. Com a oportunidade de trabalhar como guia ele obteve uma série de benefícios como:

- aumento de sua renda mensal

- desenvolvimento pessoal

- diminuição dos riscos e esforços no seu trabalho

- inclusão de sua esposa e filhos no mercado turístico.

- preservação do meio ambiente.


Portanto, voltamos a focar em um projeto de responsabilidade social para incentivar o turismo como uma forma de ajudar as comunidades e trazer o desenvolvimento sustentável para as regiões turísticas. Com esse novo argumento e com o exemplo citado acima, obtivemos o apoio do professor, provando não se tratar apenas de exploração mas sim de desenvolvimento sustentável.

De ínicio procuramos conteúdos relacionados à turismo sustentável e responsabilidade social e encontramos alguns itens importantes como:

- “Destinations” : Fórum Mundial de Turismo para a paz e desenvolvimento sustentável

- “PCTS” - Programa de Certificação em Turismo Sustentável

- Movimento Brasil de Turismo e Cultura

Recentemente encontramos 2 encartes referentes à Serra da Bocaina com dados, históricos, geográficos e população. E ainda 1 encarte sobre a oficina de turismo realizada no Fórum Social Mundial 2002.

Apresentação

"Como acabar com a devastação causada pela extração do palmito e criação de pastagens no Parque Nacional Serra da Bocaina através de um projeto de turismo sustentável?"

Autores:
- Camila Hatamura
- Eduardo Medina

Cursando o 6º semestre de Design Gráfico no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.